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A Descida de Inanna ao Submundo

Mitologia Mesopotâmica

Inanna, deusa do amor, da fertilidade e do poder, decide descer ao submundo, o reino de sua irmã Ereshkigal, a deusa da morte. Antes de partir, ela se prepara com sete símbolos divinos e avisa seu servo Ninshubur que peça ajuda se ela não retornar.


Ao entrar no submundo, Inanna passa por sete portões, sendo obrigada a retirar uma peça de roupa ou joia em cada um, até chegar nua e sem poder diante de Ereshkigal. A irmã, furiosa, mata Inanna e pendura seu corpo em um gancho.


Depois de três dias e três noites, o deus Enki cria duas criaturas mágicas que descem ao submundo e, por meio de empatia, convencem Ereshkigal a devolver o corpo da deusa. Elas usam o alimento e a água da vida para reviver Inanna.


Contudo, ninguém pode sair do submundo sem deixar um substituto. Quando Inanna retorna à superfície, vê que seu amante Dumuzi não lamentava sua ausência, e o entrega aos demônios para ocupar seu lugar.


Mais tarde, ela permite que ele passe metade do ano no submundo e metade na terra, explicando assim o ciclo das estações: morte e renascimento da natureza.

Informações sobre o Mito

A “Descida de Inanna ao Submundo” é um dos mitos mais antigos e belos da humanidade, uma narrativa sumeriana escrita há mais de 4.000 anos.
É, ao mesmo tempo, um drama espiritual, um mito de morte e renascimento, e uma profunda alegoria sobre poder, transformação e vulnerabilidade.

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